| |
|
|
|
DANÇANDO NA MATA
No universo tudo é movimento, são partículas em movimento. O homem antigo vivia mais próximo de si e da Natureza. Comungava com o universo celebrando épocas de plantio e de colheita, de nascimento e de morte, ou seja, os ciclos da vida e isso era feito através de rituais nos quais as danças estavam sempre presentes. Nestes rituais o contato com o sagrado, com a Fonte de tudo, ocorria de uma maneira espontânea e simples. O homem contemporâneo vive a conseqüência da perda de todo esse contato. Afastou-se de si e assim afastou-se da Fonte, afastou-se da natureza e do que lhe é realmente necessário e essencial. O progresso tecnológico ocupa um espaço cada vez maior e ao contrário de estarmos mais próximos de nós mesmos e dos outros seres humanos, nos sentimos isolados. As neuroses, ansiedades e depressões nunca foram tão presentes. Onde foi parar nossa Alegria? As Danças Circulares, por serem meditações em movimento, constituem-se num instrumento possível para o homem resgatar o sentido de unicidade com a Natureza, com os outros seres humanos, ou seja, com o Todo. Dançar próximo a uma mata virgem sem dúvida potencializa e facilita todo esse processo por tocar intensamente nossa sensibilidade. A mata com seus ritmos, sua ordem, sua respiração, seus sons, com seus ciclos de vida e morte se expressando, nos convida a percepções e possivelmente a sentimentos abafados pelo nosso cotidiano atribulado e inquieto. As Danças Circulares pertencem a povos de várias culturas, antigas e atuais, são feitas em círculo, com as mãos dadas, não havendo necessidade de experiência em dança, cultivam atitudes cooperativas e includentes, no círculo. Não há hierarquia, há o espírito de grupo. Aceite o convite, venha dar as mãos e meditar na dança dançar na natureza integrar-se à alegria do Ser
Focalizadora: Marizilda Rodrigues Eid (médica homeopata e nutróloga, estuda Danças Circulares a 12 anos, focaliza grupos regulares, co-autora do livro Danças (Circulares Sagradas uma proposta de educação e cura).
|
|